Ensaio fotográfico de Gastronomia no restaurante Aconchego Carioca

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Foi em março que eu realizei esse trabalho no Aconchego Carioca. O restaurante especializado em comida brasileira é uma referência na Gastronomia do Rio de Janeiro, assim como a proprietária, Katia Barbosa.

A Katia deu um depoimento falando sobre o meu trabalho nesse making of desse ensaio fotográfico. Veja os bastidores das fotos do Bolinho de Abóbora recheado com carne seca e a Moqueca de Banana da Terra com Palmito.

Além desses pratos, ainda fotografei o Ceviche de Banana da Terra do Bar Kalango, da Katia Barbosa e do Chef Emerson Pedrosa.

Mais que Mil Palavras

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Dizem que uma imagem vale mais que mil palavras, tradução adaptada de uma famosa frase em inglês: “a picture is worth a thousand words”. A autoria é desconhecida, provavelmente do início do século XX. Uns atribuem a um publicitário, outros a um editor de jornal.

Se por um lado a origem é imprecisa, a semântica, por outro lado, é facilmente comprovada tanto nas páginas dos jornais quanto nos anúncios publicitários. O poder da imagem é inquestionável.

Uma fotografia, muitas vezes, tem o poder de comunicar detalhes que as palavras não são capazes de descrever, como por exemplo, a expressão contida em um olhar. Outras vezes, a foto comunica mais rápido do que o texto, como em uma propaganda de sanduíche. Neste caso, aliás, além de retratar o produto, a imagem ainda tem o poder de instigar, apenas pela visão, outros sentidos do expectador. Por associação, uma boa fotografia de comida pode nos fazer salivar, sentimos seu aroma e seu paladar quando os associamos ao prato. Quem nunca?

Apesar das citadas vantagens das imagens sobre os textos, estes não estão obsoletos. Não é o caso de substituir um pelo outro, mas usá-los em conjunto de forma harmônica. A fórmula da boa comunicação é combinar texto e imagem, tirando proveito das suas características, em benefício da mensagem.

LATIN AMERICAN FOTOGRAFIA 4

O mês de setembro começou com uma boa notícia, fui selecionado entre os vencedores do concurso Latin American fotografía 4.

Recebi, nessa primeira semana de setembro, um e-mail que aguardava quase descrente. A mensagem em espanhol e português me dava os parabéns por estar entre os ganhadores do concurso de fotografia internacional no qual havia me inscrito meses antes.

Trata-se do 4º Concurso Anual de Fotografia Latino Americana. O concurso é promovido pela American Illustration-American Photography (AI-AP) e premia os melhores trabalhos criados na América Latina ou sobre a América Latina.

A imagem premiada faz parte da série sobre o MMA na qual eu registrei a concentração e preparação de um atleta, o Gugu “Besouro” Dutra, durante o dia da luta, desde o momento que ele chegou a arena onde onde seria a luta, até ele deixar o local.

www.ai-ap.com/slideshow/LAF/4/

Os Caminhos Rumo à Fotografia Profissional

Muitos idealizam apenas a carreira de fotógrafo como glamour, imaginando trabalhos com fotografia publicitária, editoriais de moda ou ainda vernissage em galerias de arte. Poucos se interessam em conhecer a realidade dos bastidores: muito trabalho e um longo caminho, marcado por esforço e dedicação, para consolidar o próprio nome no mercado e conquistar o respeito dos pares.

Vamos, antes de tudo, definir o que é um fotógrafo profissional: é aquele que ganha dinheiro fazendo fotografias, enquanto o amador faz apenas por amor. Não considero que um seja melhor do que o outro, embora o profissional tenha a obrigação de se formar, se especializar, se atualizar.

Não existe um caminho ideal para se começar uma carreira profissional na fotografia nem há uma formação acadêmica específica, sequer há um curso de fotografia nas universidades públicas ou empregos com planos de carreiras. Com exceção de alguns jornais e revistas, com redações cada vez mais enxutas, os fotógrafos são freelas!

Em um mercado super competitivo, os profissionais autônomos, com as mais diversas formações, precisam correr atrás de trabalho todos os dias, estudar e aprender continuamente.  Entender este sistema é um trabalho demorado e muito mais complexo que compreender o funcionamento da câmera e o comportamento da luz.

No meu caso, me formei em Desenho Industrial na Escola de Belas Artes da UFRJ. Logo nos primeiros períodos quando tive as primeiras aulas de fotografia e laboratório (fotografar com filme preto e branco, revelar os negativos e depois ampliar em papel fotográfico) decidi que queria viver de fotografia, e procurei uma formação que me preparasse para o mercado.

Logicamente, não encontrei ali. Tive uma ótima experiência e uma formação muito mais abrangente, mas, nada prática. Procurei alguns cursos fora da universidade, mas também eram muito superficiais: ou muito básicos, ou muito específicos.

Como não há no país um curso para formação de fotógrafos profissionais, a melhor escola é a prática, o mercado de trabalho e a troca de experiências. Posso dizer que minha experiência como fotógrafo assistente foi uma grande escola e que mesmo estando no começo da carreira,  percebo que treinar sempre e buscar inspirações em grandes nomes já representam boa parte do caminho a ser percorrido.

Assistente, Aprendiz e Sempre Fotógrafo

Ser assistente de um grande fotógrafo é uma experiência importante no início da carreira um fotógrafo. Foi assim comigo em parceria com o Alexander Landau, um profissional que é referência na área de fotografia de gastronomia. Trabalhei como assistente dele por um ano.

Não existe um caminho para se começar uma carreira profissional na fotografia nem há uma formação acadêmica ideal. Mas, com experiência de causa, posso dizer que a melhor escola é ser assistente. É o aquele velho caso em que “a gente ganha pouco mas se diverte”, e ao mesmo tempo também se aprende muito.  Trabalhar ao lado de um bom fotógrafo é um diferencial no começo da carreira profissional.

Por meio do convívio, pude perceber que um bom fotógrafo conhece bem o assunto que fotografa. Um fotógrafo de moda experiente, por exemplo, consegue identificar em um instante, todos os defeitos de uma foto, como a postura da modelo, dobrinha na roupa, imperfeições na pele, etc.

Após muitos meses de parceria, posso dizer que o Landau é assim com os pratos que fotografa: em um primeiro olhar, ele identifica qualquer defeito, folhas murchas na salada, carne fora do ponto, sobremesa ressecada. Coisas que admito, comecei a ver somente depois da convivência.

Aprendi muito com o Landau, observando como usar as fontes de luz, flash e luz contínua, rebatedores, etc. Mas, especialmente, convivi e vi como se resolvia problemas do dia a dia na prática, se relacionava com clientes e fornecedores e lidava com imprevistos e dificuldades. Viramos amigos e tenho muito orgulho disso e de ter passado por essa etapa profissional e de ter trabalhado com ele.

Ao final de um ano de trabalho, o último projeto que fizemos juntos foi o livro As 101 Melhores Receitas Brasileiras, da Ana Maria Braga. As fotos do livro foram produzidas entre janeiro e fevereiro de 2014 e a obra teve projeto gráfico de um monstro do design editorial brasileiro, o Victor Burton.

A idéia do livro da Ana Maria era mostrar pratos típicos brasileiros, porém, com um diferencial:a produção sofisticada. Não é comum lembrarmos fotos de receitas tradicionais do Brasil servidas em pratos de louça sofisticados. E no livro foi assim.

Acumulei as funções de assistente e fotógrafo de making of. A princípio, minhas fotos seriam usadas como suporte para divulgação, pois a prioridade era dar assistência às fotos de comida. Mas, quando o livro foi lançado, tive uma surpresa: um capitulo inteiro com as minhas fotos de bastidores, com um destaque muito maior que esperávamos.

Este trabalho foi uma experiência para minha carreira e tive a sorte de ser assistente de um grande profissional e trabalhar ao lado de outros tantos. Assistir também é aprender!

CARNIVALIZATION: Olhar Sobre o Carnaval Carioca

O carnaval, seus ritmos, cores e personagens foram as principais inspirações para que eu e o amigo Stefano Aguiar direcionássemos nossas objetivas para fora dos estúdios e saíssemos às ruas durante quase quatro dias de folia. A ideia surgiu às vésperas do carnaval carioca e era fotografar o carnaval de rua do Rio livremente, com sua alegria e caos, exercendo total liberdade autoral. A ideia não é única nem original, muitos outros fotógrafos já fazem isso com grande competência nos blocos, mas quisemos experimentar e registrar os nossos próprios ângulos da festa.

Folião de primeira viagem, tive que pedi consultoria aos amigos para escolher os melhores blocos para fotografar e até para comprar uma fantasia para encarar os dias de festa. Logo no primeiro dia, tive a carteira e o celular roubados em um bloco em Santa Teresa, mesmo respirei fundo e continuei fotografando. No final das contas, foi uma ótima experiência, que me rendeu boas fotos.

Tendo passado por famosos blocos como Céu na Terra, em Santa Teresa , o tradicional  Boitatá, na Praça XV, e o mais novinho Quero exibir meu longa, na Tijuca, conseguimos excelentes cliques dos foliões, que ousaram em fantasias criativas, que iam de  grupos inteiros vestidos de “Galinha Pintadinha” aos tradicionais anjos, palhaços e demônios.

Ano que vem pretendemos fotografar mais. Ainda bem que tem carnaval todo ano e que tenho mais 12 meses pra me recuperar e me preparar para o próximo!

Confira todas as imagens do nosso  projeto inédito em www.carnivalization.com e na fanpage www.fb.com/carnivalization.